A máquina parou, o orçamento chegou e vem a dúvida: conserto ou compro outra? É uma decisão que mistura conta, confiança e um pouco de cansaço. Dá para resolver com três perguntas objetivas.
Primeira pergunta: quanto custa o conserto em relação a um aparelho novo
Uma referência prática usada em eletrodomésticos é comparar o orçamento com o preço de um modelo novo equivalente. Reparo que custa até cerca de um terço do valor de um aparelho novo costuma valer a pena; acima da metade, raramente vale.
A conta precisa incluir tudo: peça, mão de obra, visita e eventual retorno. Orçamento que só cita a peça está incompleto, e a diferença costuma ser grande.
Segunda pergunta: qual é a peça com problema
Nem todo defeito pesa igual. Alguns são baratos e simples; outros são praticamente o coração do aparelho.
- Costumam valer o conserto: bomba de drenagem, resistência, válvula de entrada, trinco de porta, borracha de vedação, cesto e braço giratório.
- Pedem mais cuidado: placa eletrônica e bomba de circulação, que são as peças mais caras.
- Raramente valem: vazamento estrutural na cuba e corrosão interna avançada.
Terceira pergunta: qual a idade e o histórico
Aparelho com poucos anos, bem cuidado e com o primeiro defeito tende a ter muita vida pela frente, e o conserto compra esse tempo. Aparelho antigo que já passou por dois ou três reparos costuma anunciar o próximo.
Vale olhar também o que mudou no mercado desde a compra. Se o seu modelo é muito antigo, um novo pode gastar menos água e energia por ciclo, e essa diferença entra na conta ao longo dos anos.
Os sinais de que é hora de trocar
- Mais de um defeito diferente no mesmo ano.
- Peça descontinuada, sem reposição disponível.
- Nenhuma assistência autorizada na cidade para aquela marca.
- Ferrugem na cuba ou vazamento que ninguém consegue localizar.
- Capacidade que já não atende a casa, obrigando a dois ciclos por dia.
Esse último é o menos técnico e um dos mais relevantes: se a família cresceu, trocar por um modelo maior resolve um problema que conserto nenhum resolve.
Antes de aceitar qualquer orçamento
Vale conferir se o problema não está na lista do que o próprio dono resolve. Entupimento, filtro saturado, mangueira dobrada e registro fechado geram chamados que terminam em cobrança de visita.
As checagens estão em lava-louças não liga: o que checar antes de chamar o técnico e em água parada no fundo da lava-louças. Vinte minutos ali podem poupar o orçamento inteiro.
Se decidir trocar
Aproveite para corrigir o que incomodava no aparelho antigo, em vez de comprar o equivalente por hábito. Capacidade, ruído e secagem são os três pontos que mais geram arrependimento quando se repete a escolha sem pensar.


